terça-feira, 23 de abril de 2019

NA CAPITAL FEDERAL

Brasilia não é uma cidade, mas uma pista de pouso e decolagem. Tania Quaresma

21/04/2019
Cheguei ao meio-dia e como tinha acordado muito cedo resolvi dar uma descansada e ir ao shopping aqui perto no final da tarde para informar-me sobre o City Tour.
Hoje é aniversário da cidade e segundo o taxista que me trouxe no hotel ia ter show com Anita na Esplanada dos Ministérios. Quanto a mim pretendia à noite ir jantar em algum restaurante no Lago Sul. 
Porém, quando terminei de arrumar-me para sair caiu um aguaceiro enorme, que alagou ruas e derrubou árvores, prendendo-me no hotel. 

22/04/2019
Depois de visitar a Super Quadra Sul 308 peguei um UBER e pedi que me levasse ao  Congresso Nacional. O motorista me perguntou se iria para a chapelaria. Não entendi e perguntei o que era. Ele então falou que era por onde entravam os parlamentares. Lembrei então que antigamente se deixava os chapéus, casacos e bengalas na entrada.   
Expliquei então que iria fazer uma visita guiada pelo Congresso. 
Pretendia ir no Congresso na terça mas na Internet fiquei sabendo que só tem visitas na segunda, quinta, sexta, sábado e domingo. Gostaria de ir amanhã, que terá mais movimento e não porque poderia cruzar com algum políticos conhecido mas sim, para ter a chance de encontrar algum jornalista no salão verde, talvez o Gerson Camaroti, Andréia Sadi e, se tivesse muita sorte, Eliane Cantanhede ou Cristiana Lobo

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O grupo saiu do Salão Negro (o piso é de granito negro), passamos pelo Salão Nobre (fotos acima) onde o presidente recepciona chefes de Estado. Possui um vitral da artista plástica Marianne Peretti (a mesma que fez os vitrais da catedral) e as poltronas são de Mies Van der Rohe, depois seguimos em direção ao Salão Verde, que é onde ficam os jornalista. Mas hoje, claro, não havia quase ninguém.

Na foto acima uma réplica de uma belíssima escultura de Alfredo Ceschiatti, que encontra-se na Catedral. E, nas fotos abaixo, à esquerda um painel de Athos Bulcão e, à direita, um quadro de Di Cavalcanti. 

 
Ao lado do salão verde fica o Plenário da Câmara que hoje não tinha sessão e fomos levados até as galerias para conhecê-lo. Embora hoje a Câmara tenha 513 deputados, ela só tem 396 assentos.



Depois fomos para o plenário do Senado onde estava tendo uma sessão e não poderíamos tirar fotos. Estava lá o senador Alvaro Dias, do Podemos do Paraná. Ex-candidato a presidente da republica, que discursava sobre como a Petrobrás, de como 40% dos lucros da empresa são desviados para o exterior e, blá, blá, blá, blá. Pensei até em pedir um aparte e dizer: "vamos privatiza-la, senador!" Mas era tudo um faz de conta e ele falava para uma platéia vazia. Havia ali só o presidente da mesa e 2 secretários e mais ninguém.


Antes de seguir para o Anexo 4 fomos conhecer o Museu Itamar Franco com móveis que pertenceu ao primeiro Congresso brasileiro, ainda sob o Império.  

















Depois seguimos para o Anexo 4 pelo chamado Túnel do Tempo, na foto abaixo. 
Nos anexos ficam a Mesas Diretora, as lideranças partidárias e as Comissões (a CCJ amanhã estará "fervendo"), além dos gabinetes dos deputados.  
Na cobertura do Anexo 4 ficam os restaurantes do Congresso que pertencem ao Senac. E nunca comi tão barato. Escandalosamente, como não poderia deixar de ser, barato porque paguei por uma Coca e duas sobremesas, 8,90 reais. No Rio, em qualquer cafeteria, teria pago 30 reais. Tudo bem que é Senac, mas nunca paguei barato assim em um restaurante deles. 



Antes de ir para o Congresso fui conhecer a Super Quadra Sul 308. No curso de mestrado em urbanismo tive uma aula sobre este projeto de Lúcio Costa e, também no próximo sábado a Globo News levará ao ar um documentário sobre esta quadra que serviu de modelo para as demais da cidade.
Desconfio que no documentário ela será mais bo
nita do que a que vi, que achei mal conservada e já bastante descaracterizada. 
A fachada de fundos dos blocos são fechadas com os chamados cobogós, um sistema criado para dar ventilação natural que foi modificados pelos moradores devido ao vento constante. Porém não descaracterizaram, ao contrário de alguns detalhes decorativos, o que não deveria ocorrer em um patrimônio tombado pelo IPHAN.
Na foto abaixo o chamado  jardim de Burle Marx, que não é jardim, mas um lago. O Lago das Carpas.  E, os azulejos de Athos Bulcão estão somente na igrejinha, esta uma obra de Niemeyer.






A superquadra tem escolas, biblioteca, posto de saúde, uma igrejinha e supermercado dentro da propostas de ter todos os serviços perto da moradia e não haver necessidade de uso do carro.
Porém carros é o que mais se vê em frente aos prédios, significando que, como tudo nesta cidade, também foi fruto de utopias que fracassaram.
Assim como os pilotis livres que deveriam funcionar como espaço de convivência, o que não vi. Assim como não vi crianças nem mesmo adolescentes circulando pelas áreas comuns. Pelo horário? Não sei. 
Mesmo porque em Brasilia não se vê gente, somente carros, muitos carros. 



E Brasilia é uma cidade toda segmentada, tem o setor hoteleiro, o residencial, o comercial, etc. e é assim porque foi planejada para os carros. Também não existem praças e os jardins são só ornamentais e mesmo assim mal cuidados.    

















23/04/2019
Hoje peguei um ônibus em frente ao Brasilia Shopping e fui fazer um City Tour.




Primeiro passamos pelo Catedral onde descemos para tirar fotos. Os vitrais são muito bonitos, pena que não há um cuidado em manter um padrão estético e foram acrescentados detalhes decorativos muito feios, como tapetes, vasos e arranjos de flores de mal gosto.
Depois passamos pela Esplanada dos Ministérios e percebi que há  muitos camelôs nas frente dos prédios enfeiando a paisagem urbana. Já, na Praça dos Três Poderes há somente alguns vendedores de souvenier e o espaço é muito bonito. A esquerda o executivo, com o palácio do Planalto - bem mais bonito que o Alvorada - e, do lado direito, o Supremo Tribunal Federal e em frente o legislativo, com o Congresso.   



               Mas, de todos o mais bonito, sem dúvida, é o Palácio do Itamaraty.  



                    Abaixo o também belíssimo prédio do Ministério da Justiça e Cidadania  


                 
                             E, abaixo o Lago Paranoá e a Ponte Juscelino Kubitschek



Esta incluído no passeio uma visita ao Palácio Alvorada mas como estava tendo um evento não tivemos permissão para entrar. Não lamentei porque de todos os prédios do Niemeyer, o menos interessante. Talvez valesse pela escultura dentro de um espelho d'água de Alfredo Ceschiatti.   





Depois do passeio de ônibus peguei um UBER e fui almoçar no Lago Sul, no restaurante Fausto&Manoel. 




Final de viagem e uma não tão breve avaliação:
Brasilia não é uma cidade mas uma imensa auto-estrada com grandes espaços verdes vazios e alguns arranha-céus ao redor. Clarisse Lispector dizia que era uma cidade mal assombrada. 
O meu guru (cada um tem o guru que merece), o urbanista Jan Gehl diz que Brasilia "é fantástica vista de um helicóptero mas do chão, onde vivem as pessoas, é uma merda". "É uma bela composição mas é uma catástrofe ao nível dos olhos. 
Gehl criou o termo "Síndrome de brasília" para designar a inexistência da escala humana no planejamento urbano. 
Jane Jacobs, outra urbanista que sou fã, autora de "Morte e Vida das Grandes Cidades"  é outra crítica mordaz da cidade. 
Também, percebe-se aqui a influência das idéias modernista de Le Corbusier: as grandes avenidas (ruas muito largas e calçadas estreitas) e a separação de funções urbanas (moradia, trabalho, lazer e circulação) e setorização. 
As ruas e as praças deram lugar aos shopping centers como locais de encontro. Há também um incentivo ao uso do carro e a horizontalização da cidade, encarecendo a distribuição dos serviços urbanos de transporte, água, esgoto e energia. Acabando por transformar Brasilia em uma cidade perdulária.  
Enfim, a Brasilia é uma grande contradição entre utopia e realidade. Umberto Eco disse que "de cidade socialista que deveria ser, tornou-se a própria imagem da diferença social".  






sábado, 20 de abril de 2019

VIDA CARIOCA 4

 19/04/20119
 Amo grandes espaços abertos e meus lugares preferidos no Rio são a Praça Mauá, em       frente ao museu do Amanhã, e o Paço Imperial.  


Abaixo o Arco de Teles com sua ruelas, hoje desertas, mas que já foi local de muitos bares e restaurantes.


            Abaixo o Palácio Tiradentes, atual Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. 

Depois de visitar o Paço Imperial e andar pelo arredores fui até a Confeitaria Colombo          almoçar. Depois iria encontrar o Carlinhos para irmos no Teatro Sesc Ginástico assistir "As  Comadres", inspirada na peça "Les Belle-soeurs" de um dramaturgo canadense, Michel      Tremblay, escrita em 1965, talvez o motivo pelo qual a achei "datada". Li que                revolucionou a dramaturgia no Canadá, na época pois pela primeira vez falava-se sobre a opressão, repressão e desvalorização das mulheres.
A direção aqui no Brasil é de uma francesa mas as atrizes são locais.   
   
Depois do teatro fomos, Carlinhos e eu, para a Lapa. Queríamos ir na antiga Gafieira            Estudantina que, nos informaram, tinha reaberto com o nome de Nova Estudantina.  Infelizmente continuava fechada e acabamos tomando um chopinho e depois voltei para o Flamengo e Carlinhos para Copacabana. 



20/04/2019
Ontem fui com o Carlinhos a praia no posto 11, depois o levei para conhecer o Zazá. Ele, que esta sempre reclamando dos preços, desta vez não queixou-se de pagar um pouco mais porque, a comida lá é realmente muito saborosa.
A noite fomos ao Sesc Copacabana assistir a peça "Navalha na Carne", uma homenagem a Tonia Carreiro, com sua neta no papel da Neusa Sueli,  papel que foi da sua avó.
Pela segunda vez encontramos na platéia Renata Sorrah.  Carlinhos não resistiu e foi tietá-la.
Ele esta com planos de fazer um curso na Escola Tablado. Célia esta fazendo um curso para dar aulas de Yoga e eu gostaria de fazer um curso de cinema documentário. 
Conversávamos sobre isto pelo whatsApp, os três, durante o almoço e rimos muito quando eu disse que depois iríamos vender sandwich na praia (na verdade somos os três aposentados mas querendo deixar de ser "nem-nem")

BRASILIA E VOLTA AO SUL
Amanhã irei à Brasilia onde fico por quatro dias que, creio, serão suficientes para conhecer a capital federal. Ver o prédio do Itamaraty, a Super quadra 308, o Congresso e  ir jantar no Piantella - para mim, já de bom tamanho. 
Volto ao Rio e fico mais 10 para, depois, retornar ao sul, no dia 04 de maio. 
Irei para Balneário Camboriú somente daqui há duas semanas e meia mas já começo a avaliar minha experiência nesta cidade maravilhosa. 

Sim, continuo achando que é uma cidade maravilhosa, apesar da "bagunça" - expressão  usada, pelo prefeito Marcelo Crivella, que não dá uma dentro, como o outro, no Palácio da Alvorada - porque o Rio não só tem uma paisagem deslumbrante como é também uma cidade vibrante, alegre.
E aqui também se respira muita cultura. Tem uma infinidade de salas de cinema de arte e teatros. Tem a FGV, e a ABL onde encontrei escritores e intelectuais que conhecia somente pela imprensa, como Nelida Piñon, Zuenir Venturir, Cacá Dieges. Tem os teatros. Amei também  cruzar com atores, como Mateus Solano, Vera Holtz, Renata Sorrah e outros. Hoje no café da Oi Cultural estava lá a atriz e militante política Bety Mendes. Isto para mim é estar na "feria" da vida - uma expressão usada por um professor de psicanálise que traduzia como "festa". 

Mas, apesar de tudo isto, apesar de amar o Rio estou voltando antes da data programada e, só voltarei em setembro caso seja aceita no curso de cinema documentário na FGV. Mas acho que tenho poucas chances porque competirei com profissionais da Rede Globo, com pessoas que já trabalham na área do cinema que, com certeza, terão um currículo muito melhor que o meu. 

E porque só voltar para fazer o curso se esta cidade é tão maravilhosa, poderão perguntar?  Por uma simples razão. O Rio tem um grande problema que é a LOCOMOÇÃO. É muito difícil andar nesta cidade e, depender de transporte coletivo, então, é mais complicado. .
Achei que não teria problema e sonhava não precisar nunca mais de carro, pois detesto dirigir. Mas, mesmo que tivesse carro aqui também não ajudaria muito porque o trânsito é engarrafado. 
Sempre que vinha passear Rio - e geralmente era só por uma semana ou duas, no máximo -  ficava só pelo Leblon e tinha tudo ali: praia, livraria e café, o boteco Bracarense. Raramente pegava um ônibus, isto quando ia ao centro.   
Acontece que se você precisa se deslocar mais, tudo muda. O transporte coletivo aqui, acho que até já falei demais sobre isto, mas vou repetir, é muito muito ruim.

Uso o transporte público em Lisboa, em Paris ou  em qualquer outra cidade da Europa sem problema algum, até em São Paulo, porque são excelentes. Mas aqui no Rio, os ônibus são umas carroças e os metrôs tem poucas estações de embarque e quase nenhuma escada rolante ou elevador - sempre tem uma escada enorme para descer, acabando com meu pobre joelho! 
Ontem foi a "gota d'água". Tinha ido ao Shopping Rio Sul e tentei pegar um 99 (deixara de usar o UBER porque havia levado um "bolo" na noite anterior) para ir ao Net Rio do Botafogo assistir a um filme russo.  Também não apareceu e tive que pegar um amarelinho (os táxis comuns, mais caros) mas acabei tendo que descer duas quadras antes e andar a pé por causa do engarrafamento. 
E a volta para casa foi outra novela também porque era horário do rush.

Concluindo, esta muito difícil circular pelo Rio - ando exausta e não vejo a hora de voltar para o conforto de Balneário Camboriú, que, como Lisboa, é uma cidade muito confortável.😰

quinta-feira, 11 de abril de 2019

VIDA CARIOCA - NOVA FASE

11/04/2019
Carlinhos, um amigo carioca que mora na Suécia, esta na Brasil e Espero começar com ele uma nova fase, com menos cultura e mais boemia. Gostaria de ir no Blue Note, no Carioca da Gema, na Lapa e no Beco das Garrafas, em Copacabana. Também no Nova Gafieira, a antiga Estudantina, na praça Tiradentes. 

Andei "quebrado a cara" no Facebook quando, inadvertidamente publiquei um texto muito bom do Rolf Kuntz, um respeitadíssimo cientista social, publicado no Estadão que teve reações bastante violentas da turma dos bolsomínions que, descobri, são a maioria. Pensei: "quem manda se meter em rede social". Sempre as odiei e não podia ter dado este vacilo, mas dei.  
                                                                🙉
Lembrando o que disse Umberto Eco sobre as redes sociais (ou anti-sociais): antes os imbecis eram imediatamente calados mas agora eles tem o mesmo direito de um Prêmio Nobel. Elas deram voz a uma legião de imbecis que de outra forma não seriam ouvidos.

14/04/2019
Ontem fui com Carlinhos a Copacabana, na Sala Baden Powell e, como  não tinha programação na quarta, seguimos para o Beco das Garrafas, mas só abriria as 21h e, como eram ainda 19:30 ele me levou no bar O Caranguejo, onde comi um pastel de caranguejo maravilhoso.  

E hoje, fomos a praia no Posto 6 e depois na Confeitaria Colombo do Forte Copacabana. Apos a enxurrada do início da semana, tudo vai voltando ao seu normal.   

De Copacabana fomos para o centro, na Maison de France assistir uma peça de teatro, "A Verdade", uma comédia francesa com Diogo Vilela. De 1 a 10 daria nota 5.  
Mas amei a Maison de France, que fica perto da ABL e é uma casa fantástica, com um belo teatro, um cinema e uma livraria com uma cafeteria très très intéressant.


Depois do teatrinho Carlinhos me acompanhou até a Cinelândia onde eu iria pegar o metro de volta para o Flamengo. Era cedo, mais ou menos 19h e pude ver muitos bares onde os executivos que trabalham no centro, a maioria de terno e gravata (como em Londres) ficam bebendo em pé nas calçadas, fazendo o happy hour. 

Confirmando o que já observara, diferentemente do sul, aqui as pessoas saem bastante e lotam os bares, bebendo e jogando conversa fora. Em todos os bairros há muitos botecos, que ficam lotados durante toda a semana. É o pessoal que trabalha próximo ou mesmo conhecidos dos bairros.


Aqui as ruas tem vida e sinto-me mais segura andando a noite em ruas movimentadas e bem iluminadas. Seria assustador se tivesse que andar por ruas desertas.   

13/04/2019
Carlinhos foi para sua casa de praia e convidou-me para ir junto mas preferi ficar por aqui mesmo. Ir a praia aqui no Posto 11, no Leblon, almoçar no Zazá e depois assistir ao filme "Duas Rainhas", no Net Ipanema.
Achei um filme mediano mas com uma fotografia muito interessante, lembrando os quadros do pintor espanhol Goya. Mostra a rivalidade entre Católicos e Protestantes, estes últimos, mais radicais. É a história de Mary Stuart, filha do rei da Escócia, foi casada com Francisco II da França e, após a morte deste, volta a sua terra natal para ocupar o trono. Mãe do Rei James VI da Escócia e I da Inglaterra. 

Caso vá mesmo a Irlanda este ano, devo começar a ler mais sobre a história da Escócia,  da Irlanda e também da Inglaterra, onde também visitarei.  
E, por falar em Escócia, já comprei passagem para Lisboa em junho e, caso o dólar baixe, porque está quase 4 reais, irei fazer um curso de inglês na Irlanda, ou somente visitar estes países.  

14/04/2019
Fui ao teatro Poeira, no Botafogo, uma bela casa antiga reformada por Marieta Severo e Andréa Beltrão, com uma sala de espetáculo simpaticíssima. Assisti um monólogo com Pedro Paulo Rangel, "O Ator e o Lobo", com texto baseado em cronicas de Antonio Lobo Antunes, um dos meus escritores portugueses preferidos. A maioria na platéia era de atores, como Vera Holtz. 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

VIDA CARIOCA 3

08/04/2019
Aos poucos vou encontrando alguns bons restaurantes com uma comida saborosa e não muito caro. Um deles é o Zazá no Shopping Rio Design, no Leblon e outro, é um . 
restaurante também muito simpático e com uma comidinha bem gostosa, no Flamengo, o Armazém Carmelo. Do mesmo dono, mas com preço mais caro, tem também o Carmelo. Os dois ficam na Correa Dutra, uma rua próxima ao Palácio Catete.






Finalmente consegui andar de bicicleta. Creio que o problema era com o meu celular que anda dando pane e preciso ir na Vivo.
Não ando de bicicleta à séculos e me senti muito insegura. Acredito que pela falta de prática mas também pela insegurança. Depois que quebrei um pé no Marrocos estou mais medrosa. 
Não andei mais do que 15 minutos e fiquei exausta. Mas o problema maior foi com o joelho que doeu muito. Marquei para amanhã uma consulta com um ortopedista aqui mesmo no bairro.  

09/04/2019
Hoje estou de castigo, sem poder ir além do bairro. Depois do temporal de ontem a noite ir para o Botafogo é uma temeridade e gostaria de ir ao Shopping Rio Sul, na Vivo. A chuva de ontem provocou um verdadeiro caos nos bairro do Botafogo, Jardim Botânico e, parece que também em Copacabana. Em São Conrado despencou mais um pedaço da ciclovia. 
Tendo, na ultima hora, desistido de ir ao Cine Net Botafogo, graças a algum anjo da guarda, fiquei ontem assistindo tudo pela TV.
Achei inacreditável: o prefeito ainda fez piada, disse que iria criar o "Balsa Família"!

Sábado passado, na praia, ouvi duas mulheres conversando e uma dela dizer que haveria uma passeata em Copacabana. Curiosa, perguntei a elas sobre o que seria e me disseram que era para protestar contra o STF e Gilmar Mendes.
Pensei comigo como não somos nem um pouco racionais, só emocionais e tudo levamos para o lado pessoal. Assim, nossa revolta é dirigidas às pessoas e não aos problemas. 
A questão não é o Gilmar, o Lewandowski, o Toffoli, o Marco Aurélio mas, quem os colocou lá e porque. Ou seja, o problema é como funcionam as instituições e como mudá-las.
Assim como não é mais o Lula, cuja carreira política já era e deveriam deixa-lo em prisão domiciliar que sairia mais barato. 


domingo, 7 de abril de 2019

PASSEIO PELA BAIA DA GUANABARA

07/04/2019 
Hoje passei um dia de turista. Peguei uma escuna na Marina da Gloria que deu uma volta pela Baia da Guanabara, passando por Ilha Fiscal e Niterói. A maioria dos passageiros era de estrangeiros. Um casal elogiou meu bronzeado e aproveitei para perguntar de onde eram, eram da Austrália, disseram. Os brasileiros estavam em menor número. 
E, para minha alegria não havia musica ambiente. Em Floripa e Balneário Camboriú, além de música alta ainda e pagode. 😡 
Infelizmente a serração não deixava ver o Cristo Redentor. Tinha tinha um pouco de sol e foi um belo passeio. Mas, o que mais chamou minha atenção foi a quantidade de sujeira boiando no mar. 
Assim como minha expectativa, quando fui ao Vietnam não era muito alta em relação à limpeza das vias públicas, às calçadas (que praticamente nem existiam ou eram invadidas pelas motos), também aqui os europeus não devem esperar nada muito diferente.  


    Marina da Glória


    Ilha Fiscal


   Museu do Amanhã

    Ponte Rio-Niterói

   
   Obra de Niemeyer. Teatro Popular de Niterói. 

   
   Acima, o MAC - Museu de Arte Contemporânea em Niterói. 
   Maldosos dizem que o melhor de Niterói é a vista para o Rio. Eu diria que tem     as obras do Niemeyer, que são muito bonitas.

    Pão de Açúcar.

terça-feira, 2 de abril de 2019

VIDA CARIOCA 2


01/04/2019
Hoje gostaria que alguém me dissesse: "é mentira, o presidente do Brasil não é o Jair Bolsonaro". Mas, infelizmente, seria uma pegadinha e não a realidade. 
Não só  estamos sendo (des)governados pelo capitão e filhos, como o país está indo para o fundo do poço. Só nos resta tentar ser feliz apesar dos Jair, dos Crivellas, dos Witzels, das milicias, dos moradores de rua, da cidade do RJ abandonada.Tristes trópicos! 

Hoje pela primeira vez fui até o CCBB e depois ao Museu do Amanhã. A paisagem natural junto com a urbana e o paisagismo do entorno é o que tem de realmente de bonito, porque o prédio do arquiteto espanhol, Calatrava, que mais parece uma barata albina. Confesso que não sou fã do arquiteto espanhol. Já passei muito frio na estação de trem no Parque das Nações, em Lisboa. 
Para voltar peguei o VLT até a Cinelândia e, de lá o metrô para o Flamengo. Soube que o VLT vai ser desativado por falta de condições do município para custeá-lo. Como todo transporte público, precisa de subsídio, e isto é no mundo todo. 



Finalmente recebi a resposta da coordenadora do curso de cinema documentário, foi muito simpática e convidou-me para assistir uma aula magna, mas não poderei ir, pedi que marcasse outro dia para conversarmos pessoalmente. A coordenação acadêmica é do Lauro Escorel. Wow !!

02/04/2019
Hoje fui comer no Madero certa de que ali poderia comer uma excelente carne, só que não! É bem diferente dos restaurantes Madero do sul. Na mesa ao meu lado uma senhora reclamou ao garçon que a carne tinha nervos (o que não ocorreria em Curitiba ou Floripa).
Descobri que também aqui o café é muito ruim. Colocam muito leite e nem o capuccino é grande coisa. O único lugar que ainda dá para tomar um bom cafe é nos Starbucks.

Antes de sair para ir almoçar no Shoppping, fiquei conversando com o Eduardo, meu locador, que até então só via muito rapidamente, isto quando ele aparecia por aqui. Porque não dorme aqui e só aparece para lavar a roupa ou falar com a faxineira. 
Sentamos na sala e conversamos animadamente sobre política e histórias de família. 
E, para minha surpresa ele confirmou o parentesco com Osvaldo Aranha, fato que a faxineira havia contado e não tinha levado à serio. Como o sobrenome dele é Aranha, ele pode ter feito uma brincadeira com ela. 
E ele contou muitas histórias saborosas da família, quase toda ela de diplomatas.
O que só confirmou minha primeira impressão: a de que era muito "gente fina" (educado e gente boa) apesar de não pagar a pensão alimentícia do filho (enfim, ninguém é perfeito. Ou vai ver que ele tem razão). Só sei que de fugitivo da justiça agora ele passou à aristocrata rsrsrs.   

05/04/2019
A temperatura máxima hoje foi de 39 graus e, neste momento, 16:30, os termômetros marcam 36 graus. Por sorte não fui a praia pois, se fizesse o mesmo que faço em BC: ficar das 11h até as 15h debaixo do sol sem proteção alguma (bloqueador ou guarda-sol) teria pego uma insolação.
Como todo dia está esse céu de brigadeiro e aqui também não se pergunta (como também não em Lisboa) se vai chorar no dia seguinte - porque semmmmpre vai dar sol - fui para o cinema, sem culpa algumax. Assistir no Cine Net Botafogo o filme "3 Faces" do iraniano Jafar Panahi. Um diretor maravilhoso que recentemente esteve em prisão domiciliar e proibido de filmar fez, com seu celular, um filme que chamou de "Isto não é um filme". 

Para minha tristeza os melhores filmes sempre passam nas salas Net Botafogo e Net Rio, os dois ao lado da praça S. Clemente. Tristeza porque odeio andar naquela região que é muito feia, suja e movimentada.
O Rio é incrível, porque, assim como tem Botafogo e Copacabana tem, ao lado, Ipanema e Leblon que são bairros cheio de charme, com lugares descolados, boas lojas, etc. 
Aqui é tudo muito misturado. O rico e o pobre, o bonito e o feio (urbanisticamente) está muito misturado.  

No posto 11, nos finais de semana, desce o pessoal do morro e a favela se mistura com a turma do Leblon, sem problema algum. 
Até porque os favelados aqui não levam musica alta para a praia, nem são tão espaçosos como os caipiras que invadem Balneário Camboriú, muito mais mal educados.
Também confesso que gosto mais dos favelados do que dos esnobes do Leblon, principalmente da turma que frequenta o "O Celeiro", o restaurante vegano e reduto dos descolado.
Esta mistura deve ser a causa do Rio ser uma cidade tão intensa, com tanta vida. O Rio é  uma mistura de caos com uma beleza natural exuberante.      




domingo, 31 de março de 2019

PAISAGEM ARQUITETÔNICA DO ATERRO DO FLAMENGO

Nas fotos abaixo estão alguns dos belos prédios da orla do bairro do Flamengo, a maioria, provavelmente dos anos 30 e 40, com detalhes clássicos e/ou art nouveau. Nem sempre muito bem conservados mas mantendo a elegância das suas fachadas. 
Na foto abaixo esta o mais icônicos de todos, o Edifício Seabra, construído em 1931. Sua monumentalidade lhe rendeu o apelidado de "Dakota Carioca". A riqueza de detalhes no hall de entrada, com aplicações em ouro nas paredes  impressionam.
Construído pelo comendador Seabra para sua esposa italiana Assunta Grimaldi, em estilo Primeira Renascença pelo arquiteto italiano Mario Vodret, foi tombado em 1995 pela prefeitura do RJ.














































E, nesta outra foto abaixo, o prédio em restauração, pertenceu a família Guinle



Este outro, abaixo, o Bela Vista, foi construído em 1929 pelo arquiteto Sylvio Rebecchi.
Devo confirmar se tem realmente um jardim nos fundos do prédio. Parece não ter garagem, como muitos, detalhes à verificar.











As fotos abaixo mostram as portas de entrada, com uma pequena escada e corrimões em metal, um detalhe característico do bairro. As escadas indicam que as construções não ficam no rés-do-chão (não ficam no mesmo nível da rua) e as garages ficam no subsolo. 





Também os hall de entrada são muito classudos, alguns majestosos.. 



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Este, da foto abaixo, não está na orla mas a intenção é mostrar como a maioria dos prédios trazem um jardim na frente. Chamou-me atenção também a faixa escrita LULA - deve ser o único lulista que sobrou, além da Gleise Hofmann