quarta-feira, 19 de agosto de 2020

DE VOLTA AO VELHO MUNDO III - GOTLAND

19/08/2020

Pegamos um vôo dia 19 de manha e, depois de deixar as mochilas no hotel fomos, Celia, Ane Marie e eu caminhar por  Visby, a capital de Gotland, a maior ilha do mar Báltico, um antigo entreposto comercial e porto de mercadores alemães. 

A cidade é um encanto, com suas pequenas casinhas, cercadas por uma muralha, e ruas calçadas de pedra. É um museu a céu aberto. É também uma cidade turisticas o faz com que tenha muitas lojinhas de artesanato e cafés.



As janelas me encantavam porque em todas elas havia uma preocupação em decorá-la com vasos, luminárias, barcos ou algum outro enfeite.


   Embaixo as ruínas de uma igreja medieval








































Fomos também passear no horto florestal onde encontramoos uma árvore de framboeza e não resistimos. Só não sabia era que manchava a roupa, e eu de calça branca!.




Ontem alugamos um carro e Annemarie dirigiu até Fårö. Primeiro fomos ver umas formações rochosas dentro do mar. 

         Depois  paramos em uma linda vila de pescadores, só ocupada na época da pesca. 

    Em seguida fomos ao Centro Ingmar Bergman e ao Museu Faro.



Seguimos depois em direção ao ferry boat para voltar para Visby. 

         




































Taipas idênticas s encontrados na Coxilha Rica, área rural do município de Lages, no               Brasil. Região onde existia a fazendo do meu avô paterno.


   21/08/2

Hoje pegamos um barco para voltar para Estocolmo. Gosto de barco mas não tanto navios grandes. 




terça-feira, 18 de agosto de 2020

DE VOLTA AO VELHO MUNDO II - ESTOCOLMO

14/08/2020

Chegando no aeroporto peguei  um trem para o centro de Estocolmo, deixei as malas no hotel onde minha amiga Celia já me esperava e fomos tomar um chope. 

Era final de tarde em Gamla Stan e o belo céu de verão tornava aquele momento mais especial. Havia enfim fugido do baixo astral do Brasil, do Coronavirus, do Bolsonavírus e estava finalmente conseguindo relaxar. 

Tentarei parar de ler jornais do Brasil e daqui para a frente vou só apreciar as paisagens, que estão mais bonitas no verão do que quando estive aqui final de outubro de 2016, quando era  outono mas já caia uma neve fina.

 


15/08/2020
Hoje Celia que me levou ao parque Milles antes tivemos que pegar 3 ônibus para ir e 3 para voltar - foram 3 horas andando  de ônibus para ficar 1 hora no parque, que não tinha nada de extraordinário. E a noite tive que tomar um relaxante muscular de tanta andar, o que para os suecos é muito natural mas não para uma burguesa do sul do Brasil, que só anda de carro.
  
Depois viemos para o hotel para programar a viagem a Fårö (Aprendi que pronuncia-se “forê”), nas ilha de Gotland. Levamos, ou melhor, a Celia levou 3 horas para encontrar um passagem barata - queria ir de barco mas ela optou pelo avião por ser mais barato. E ainda ficamos horas pesquisando preço de hotel !! Também incomodou-me o fato de que convidou uma amiga sueca para ir junto pois, como não falo sueco, vai ser uma chatice. Verdade que ela fala inglês, mas meu inglês é bastante limitado. 




Marcamos a viagem a Faro para o dia 19/08 à 21. Célia também gostaria de ir a Berlim, mas  acho melhor ir para Paris, e sozinha, para não ter esse estress de ter sempre que fazer as opções mais barato...e mais cansativas. A verdade é que sou preguiçosa, gosto de conforto e sou muito hedonista. 


16/08/2020

Hoje foi aniversário da Celia e foi festejado com um pic nique rm um parque com a familia da  amiga dela, Simone, as filhas koreanas e o marido suéco, muito simpatico. 

Antes fomos passear passear em uma marina a beira do lago ou do mar (nunca sei o que é mar ou lago, dizem que nem os suecos sabem, sao tantas ilhas, algumas dentro do lago e outras a beira mar, que realmente confunde). Conhecemos um sueco que morava em um barco e achei que Celia iria finalmente encontrar o tão desejado navegador mas ela não se encantou, perdi assim a chance de velejar por este arquipélago que é formado por 14 ilhas no lago de Mälaren e no mar Báltico. 

Hoje fui ate o barco/hotel para conhece-lo por dentro pois talvez, voltando de Gotland, fique hospedada nele mas conclui que não tem tantas vantagens em relação a um hotel, fora o preço. E acho que não tem nenhum hóspedes. Seria muito solitário, e ainda sem navegar!

Abaixo os Jardins do Rei e ao fundo a Ópera de Estocolmo.

A noite fui rever Gamla Stan, a cidade velha onde fiquei quando vim em Outubro de 2016 numa guesthouse muito simpática.



18/08/2920
Hoje Pegamos um dos barcos que fazem o translado para as ilhas e fomos almoçar em Kvarnholm onde comi um wallenbergare um prato bastante tradicional aqui, feito de carne de novilho, delicioso. 



 

quarta-feira, 29 de julho de 2020

DE VOLTA AO VELHO MUNDO - LISBOA

Floripa, julho/2020


Tempos atrás pensei em escrever um conto, no estilo realismo fantástico, onde a ilha de Florianópolis se afastava cada vez mais do continente e encontrava uma corrente marinha que a levava até a costa de Portugal. Fazendo assim o caminho inverso das caravelas portuguesas.
E hoje tive uma outra idéia para um conto. Pensei numa história  que começaria comigo embarcando para Portugal em Agosto de 2020 e desembarcando em terras lusitanas em agosto de 2021. No melhor estilo “De volta para o futuro”. Procurando entender, acesso no meu iPhone o jornal O Globo e fico sabendo que não só passou-se um ano desde a minha saída do Brasil como muita coisa aconteceu desde então: encontraram a vacina para a Covid-19; a chapa Bolsonaro/Mourão foi cassada pelo STF e tivemos novas eleições; o PIB cresce 10% e a desigualdade social passou a ser a grande preocupação dos políticos e das elites...Tudo muito giro, como dizem os portugueses!

Nenhuma das idéias foram adiante e como sou uma escritora fracassada, vou me contentar a fazer um relato realista do que realmente aconteceu na minha viagem de volta ao velho mundo. Aventura que começou dia 05 quando embarquei para o Rio, onde fiz um teste de Covid-19, exigência para poder entrar em Portugal. Dia 10 segui para o aeroporto rezando para o vôo não ser cancelado, o que tem ocorrido com frequência devido a diminuição do número de passageiros com a pandemia.  

Outro problema causado por ela é a proibição da entrada de brasileiros na Europa, a não ser que tenham passaporte da U.E., o que é o meu caso. Como tenho passaporte português acredito que não terei problema para entrar no país. De lá pretendo sigar para a Suécia onde estão dois amigos, Célia e Carlinhos, que são cidadãos suecos. Quanto a mim, tenho que primeiro ir para Portugal pois, mesmo com passaporte europeu, não poderia ir direto do Brasil.

Os brasileiros, que só estão atrás dos USA em número de infecções por Sars-CoV-2, e por isto estão impedidos de entrar na maioria dos países do planeta.
O Brasil virou um párias do mundo, não só por culpa do coronavírus mas também por causa da política brasileira para o meio ambiente e de um governo de extrema-direita. Somos vítimas não só do coronavírus mas também do bolsonavírus. Penso que em Estocolmo direi que sou argentina para fugir de explicações sobre o genocídios dos indígenas, queimadas na Amazônia, clororquina, etc., etc.   

04/08/2020
Inicio hoje a viagem mais complicada de todas que ja fiz em virtude desta pandemia. 
Imaginando que me esperavam algumas dificuldades, estabeleci 4 etapas à serem vencidas até chegar à Europa.

A 1a. seria conseguir embarcar para o Rio e as dificuldades ja começaram quando, malas prontas, fui fazer o check-in e descobri que a passagem tinha sido cancelada, nao avisaram e a remarcaram para Brasília. A opção foi comprar outra passagem. Como meu primo tinha vindo a Florianópolis para pegar meu carro emprestado, fui com ele até Curitiba e embarquei no dia seguinte lá para o RJ. 


Já no Rio inicio a 2a etapa fazendo o teste de Covid que, precisa dar negativo, caso contrário não me deixarão entrar em Portugal. Depois de 2 testes negativos não estou muito preocupada, o que não me impediu a ter um sonho estranho. Foi um sonho paradigmático de tudo que estou passando: 

Estou indo por uma bela paisagem de montanhas (nota:  passei pela Serra do Mar em direção à Curitiba para pegar o vôo para o Rio), estamos parados admirando a paisagem com suas belas montanhas. Há um enorme precipício abaixo - é uma mata fechada  - quando escorrego mas consigo me segurar na borda ficando ali pendurada à beira do precipício. Não sinto medo, falo que mesmo que mesmo que caia, não morrerei. Beto vai atrás de socorro. 

Em seguida corta para meu retorno à uma especie de restaurante onde as pessoas estão muito curiosas e me fazem mtas perguntas. Ouço alguem dizer que sao todas bolsomínias.

Moral do sonho: prefiro correr riscos Indo para a Europa (a bela paisagem) do que continuar no Brasil do Bolsonaro. 

A 3a etapa a ser vencida era a de não ter o vôo cancelado. E começou com um atraso no vôo do Rio para SP e em SP novamente um atraso de uma hora mas finalmente, decolei.   
E a 4a e última etapa que era passar pela alfândega em Lisboa, ocorreu sem problemas. Pediram o teste de Covid no embarque e novamente na chegada em Lisboa.  


10/08/2020
A foto acima, vestida de astronauta, foi tirada dentro da aeronave. 
Chegando, finalmente, à Lisboa sigo para a guest que tem uma entrada meio feinha - o que é normal na Europa - mas dentro surpreendeu positivamente. 
O quarto - ou, o studio - é bem charmoso e muito bem localizado. Chama-se Dream Chiado Lisboa e fica na rua do Almada, 64, proximo ao metro Baixa-chiado. 



Tem sacada e até uma cozinha, com uma mesa com toalhinhas de linho bordada a mão. 

   




12/08/2020
Lisboa para minha felicidade continua Lisótima. É a cidade mais confortável do mundo e não falo só por causa do idioma mas por tudo, como se locomover pela cidade: tem onibus, metro, bondinho, barco. E renovaram a frota de ônibus, que agora são movidos à gas. Devem ser mais silenciosos e nem de longe se pode comparar com as "carroças" cariocas. 


Estava precisando de um pouco de exercício e fui caminhando até a Av. da Liberdade onde sentei em um banco e fiquei lá, em meio ao verde da avenida, matando a saudade da cidade e sentindo a vida fluir sem o stress do Brasil.     


Andando pela cidade, vi que infelizmente aumentou o número de moradores de rua. A maioria deve ser de imigrantes ou talvez, também de desempregados, vítimas da crise que em Portugal vai levar a uma queda de 16% do PIB.
 

13/08/2020
A diferença do Brasil é que, mesmo com isolamento social, aqui ha muitos espaços abertos e não sao interditados para quem quer pegar sol e relaxar. Na foto abaixo o Cais de Sodré, um dos meus sítios preferidos. 

Aqui tanto faz se as pessoas andam com máscara ou sem máscara na rua, cada um cuida de si e ninguém fica olhando de cara feia para quem esta sem. Somente dentro de lojas é obrigatório o uso assim como é preciso passar álcool gel. 
Fui almoçar no Mercado da Ribeira. Apesar da fila para entrar e da separação entre as pessoas nas mesas por um painel de acrílico ainda é um espaço muito agradável.




  
14/08/2020
Hoje pego um vôo para Estocolmo, já menos  apreensiva, visto que não passo mais pela alfândega.